quarta-feira, 31 de março de 2010

Classificação da inflamações

-> Inflamações agudas
Resposta inflamatória imediata e inespecífica do organismo diante da agressão.
A inflamação aguda é dita imediata por se desenvolver no instante da ação do agente lesivo, e inespecífica por ser sempre qualitativamente a mesma, independentemente da causa que a provoque.
Se caracteriza por cinco sinais cardinais:
  • Rubor;
  • Calor;
  • Tumor;
  • Dor;
  • Perda de função.
O rubor e o calor são o resultado de um aumento da circulação na área inflamada. O tumor é a consequência do aumento loc al do líquido intersticial e a dor depende do acúmulo, no local, de substâncias biológicas que atuam sobre as terminações nervosas. A perda de função é a consequência do somatória de vários fatores, especialmente do edema e da dor.
-> Inflamações crônicas
Reação tecidual caracterizada pelo aumento dos graus de celularidade e de outros elementos teciduais mais próximos da reparação, diante da permanência do agente agressor.
A inflamação crônica é sempre precedida pela inflamação aguda, processo em que se desenvolvem as fases inflamatórias anteriormente citadas como o intuito de eliminar o agente agressor.
Clinicamente, nas inflamações crônicas não se observam os sinais cardinais característicos das reações agudas. Porém, todas as alterações vasculares e exsudativas que originam esses sinais clínicos continuam acontecendo, culminando com o destaque da última fase inflamatória, a fase produtiva-reparativa.
POSTADO POR BALBINA LÍDIA

O que é ser enfermeiro?


"Ser enfermeiro é tudo aquilo que mais ambiciono na vida.
É uma maneira de estar, de se apresentar ao mundo de braços abertos.
É um olhar atento ao pormenor, que foge à vista do senso comum.
É uma forma de viver para o próximo...sem nunca deixar de ser nós mesmos.
Ser enfermeiro:
É estar presente, mesmo quando se está ausente...
É a palavra dita à pessoa certa, na hora certa.
É reparar em tudo, e em mais alguma coisa que ninguém mais repara no paciente.
É o paciente sentir-se protegido, como se um anjo o cuidasse.
É querer o melhor, afastando o pior.
Por que escolhi ser enfermeiro?
Escolhi os plantões, pois sei que o escuro da noite amedronta os enfermos.
Escolhi estar presente na dor, porque já estive muito perto do sofrimento.
Escolhi servir ao próximo, pois sei que todos nós um dia precisamos de ajuda.
Escolhi o branco para transmitir a paz.
Escolhi estudar os métodos de trabalho, porque os livros são as fontes do saber.
Escolhi ser enfermeiro e me dedicar à saúde, porque respeito a vida.
Ser enfermeiro é um mito... é mágico!
(Autor Desconhecido)"
POSTADO POR BALBINA LÍDIA

terça-feira, 23 de março de 2010

Calsificações Patológicas

  • Introdução:

    O corpo humano adulto tem entre 1 a 2 quilogramas de cálcio, dos quais 90% estão localizados no esqueleto e dentes, na forma dehidroxiapatita. Cerca de 500 mg de cálcio são mobilizados dos ossos pela osteólise osteocítica e redepositados no novo tecido osteóide aposto a cada dia. Em uma dieta normal ingere-se de 600 a 1000 mg de cálcio por dia, a maior parte sendo excretado pelo tubo intestinal (cerca de 760 mg/dia), pelos rins (100 a 300 mg/dia, proporcional à natriurese) e pela sudorese.

    A absorção do cálcio se dá no duodeno por transporte ativo dependente de proteínas, e é inibida na deficiência de vitamina D, na uremia, e no excesso de ácidos graxos. A calcemia normal fica entre 8.8 a 10.4 mg% (2.2 a 2.6 mM). A manutenção desses níveis adequados de cálcio é parte importante no tratamento de diversas enfermidades e merece a atenção de vários profissionais ligados à saúde. No plasma, o cálcio está presente sob a forma de íons livres - importantes na regulação da coagulabilidade sangüínea e da irritabilidade neuromuscular (a hipocalcemia causa tetania); ligados a proteínas (50% da calcemia) e em complexos difusíveis.

    Quando sais (fosfatos, carbonatos e citratos) de cálcio (e também de ferro, magnésio, e outros) são depositados em tecidos frouxos não osteóides, em órgãos parenquimatosos, na parede dos vasos, e em pleuras ou meninges, enrigecendo-os, dá-se o nome de calcificações oumineralizações - patológicas ou heterotópicas (Fig. 5.1).


    Apesar de se constituírem em um capítulo à parte dentro da patologia geral, as calcificações patológicas ocorrem em concomitância com vários processos gerais, como as necroses e degenerações e podem estar presentes em virtualmente qualquer lesão crônica.

    Convém salientar que apesar de essencial, o cálcio é um elemento tóxico para as células. Por essa razão existem mecanismos diversos e complexos para manter um elevado gradiente de concentração com cálcio intracitoplasmático rigorosamente baixo. Isto permite o seu papel como segundo mensageiro na tradução dos sinais participando de importantes processos como ativação, secreção, contração, exaustão e mesmo a morte celular. Sem dúvida, o cálcio pode ser considerado como a "adrenalina da célula"...

  • Conceituação:

    A deposição patológica de minerais e sais de cálcio pode ocorrer nos tecidos em duas formas: Na calcificação distrófica ou local - que afeta tecidos lesados e não depende dos níveis plasmáticos de cálcio e fósforo; e na calcificação metastática ou geral ou discrásica ou gota cálcica - onde a hipercalcemia resulta na precipitação dos sais em tecidos normais.

    A distinção entre os dois tipos de calcificações suscita discussões e muitas vezes é considerada artificial, já que o aspecto morfofisiológico final é similar e que a deposição de cálcio nos tecidos sadios com alguma freqüência determina lesão nestes. Além disso, a hipercalcemia pode também favorecer a deposição de cálcio nos tecidos lesados, intensificando a calcificação distrófica. Entretanto, a presença de sinais de lesão prévia aliados à maior intensidade da deposição calcárea sugerem calcificação distrófica. A distribuição e localização dos depósitos também podem ser de valor na diferenciação entre calcificação distrófica e metastática.

    Por vezes o termo "calcinose" tem sido utilizado como sinônimo de calcificação metastática extensa. Pode também designar a calcificação da derme e do tecido subcutâneo ("calcinose cutis"), independente da causa.

sexta-feira, 12 de março de 2010

NECROSE


A necrose é a principal manifestação de lesões irreversíveis. Pode ser definida como "o conjunto de alterações morfológicas que se seguem à morte celular, num tecido ou órgão vivo, resultante da ação degradativa progressiva por parte de enzimas sobre uma célula letalmente agredida".

Tipos de Necrose:


- Necrose de Coagulação


As células necrosadas apresentam alterações nucleares e citoplasma com aspecto de substância coagulada.







- Necrose de Liquefação


A zona necrosada adquire consistência mole, semifluida e liquefeita.










- Necrose Caseosa


A zona necrosada apresenta transformação das células em uma massa homogênea, perdendo totalmente seus detalhes estruturais, e torna-se acidófila.









- Necrose Gancrenosa



Haverá, além da autólise, petrufação (decomposição do tecido por causa da presença de microorganismos sapróticos). A principal cause é isquemia (falta de irrigação sanguínea) e vasoconstrição por frio, que causa queimadura e consequente necrose.

POSTADO POR: BALBINA LÍDIA

quinta-feira, 11 de março de 2010

ENVELHECIMENTO CELULAR

O organismo responde ativamente aos estímulos do seu meio adaptando-se rapidamente a novas circunstâncias.
Os componentes fundamentais da célula, como o DNA, proteínas e lipídios são protegidos, para que todo o funcionamento
seja garantido. Quando o sistema que mantém a homeostase celular entra em declínio, inicia-se o processo de envelhecimento,
ocorrendo envelhecimento da codifi cação do DNA, deterioração progressiva na síntese de proteínas e também de outras
macromoléculas.
Várias teorias tentam explicar as causas do envelhecimento, como a teoria genética, telomérica, imunológica
do envelhecimento e também da ação dos radicais livres. Os radicais livres atuam no processo de envelhecimento, pois
atingem direta e constantemente células e tecidos, que possuem ação acumulativa. Se, no organismo, ocorre um desequilíbrio
entre os agentes oxidantes e pró-oxidantes, ocorre um acúmulo de radicais livres, levando a célula à morte.
O ENVELHECIMENTOé um processo deteriorativo progressivo e irreversível, havendo uma grande probabilidade de morte seja não só de uma
célula, como do tecido, do órgão ou até mesmo de um indivíduo.
PALAVRAS-CHAVE: Apoptose, envelhecimento celular, necrose, teorias do envelhecimento, radicais livres.

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DEBORA REJANE

quarta-feira, 10 de março de 2010

FALANDO DA HISTORIA DAS COISAS



DEPUTADO FEDERAL PROFERE DISCURSO EM FAVOR DA JORNADA DE 30 HORAS DA ENFERMAGEM



Após receber membros de entidades representativas da Enfermagem, o deputado Paulo Teixeira (PT-SP) proferiu discurso no plenário da Câmara de Deputados em favor do P.L. 2295/2000, que institui a redução da jornada de trabalho de enfermeiros para 30 horas semanais. Na oportunidade, fez um apelo ao presidente Michel Temer e aos líderes de todos os partidos para que a votação do projeto entre na pauta da Casa.

O parlamentar acompanhou entidades como o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), o Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo, a Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn), a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Saúde(CNTS) e o Sindicato de Enfermeiros do Estado de São Paulo, em reuniões com o secretário-executivo da Secretaria Geral da Presidência da República, Antonio Roberto Lambertucci, que representou o ministro Luiz Dulci; e com o líder do Governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP).

Estes ouviram os argumentos apresentados em favor do projeto e se comprometeram em
ajudar na sua viabilização.


Confira o discurso na íntegra:


Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados,


acabo de sair de duas audiências: uma com o Secretário-Executivo da Secretaria Geral da Presidência, Sr. Antonio Roberto Lambertucci, e outra com o Líder do Governo, Deputado Cândido Vaccarezza. Em companhia de dirigentes do Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo - COREN, do Conselho Federal de Enfermagem - COFEN, da Associação Brasileira de Enfermagem - ABEN, da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Saúde - CNTS e do Sindicato de Enfermeiros do Estado de São Paulo, fomos levar a reivindicação das entidades representativas dos enfermeiros para a diminuição da jornada de 44 horas
para 30 horas semanais.


Muitos Municípios, muitos Estados e a própria União adotam a jornada de 30 horas semanais para os enfermeiros. Apenas alguns segmentos privados ainda não a adotam - alguns há em que a jornada é de 12 horas; em outros, em que é de 24 horas. Trata-se de
categoria que trabalha numa atividade insalubre, perigosa, de alta rotatividade, de grande absenteísmo e que gera muito estresse. Formada majoritariamente por mulheres, quase 85% dos 1 milhão e 400 mil profissionais da categoria são mulheres, às vezes com 2 vínculos empregatícios e ainda no comando de suas respectivas famílias.

Daí, Sr. Presidente, a importância do apoio da bancada feminina desta Casa a essa reivindicação. Meu apelo ao Presidente Michel Temer e aos Líderes de todos os partidos é no sentido de que pautem a votação desse projeto, uma vez que já está pronto para vir a
plenário, e que ele seja afinal aprovado, para que essa categoria, que atende a todos em qualquer momento da vida, possa ser prestigiada no que lhe é mais caro: uma jornada adequada de trabalho, para que continue prestar bons serviços à sociedade brasileira.

Por isso, solicito a votação do PL nº 2.295, de 2000, do Senado Federal, ainda neste semestre.

Muito obrigado, Sr. Presidente.



QUEM NÃO SE COMUNICARRR SE TROMPICA!!!!!!

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OUTRAS NOTICIAS

Ministério da Saúde amplia faixa etária para vacinação contra gripe A

O Ministério da Saúde anunciou que incluirá na estratégia de vacinação contra a gripe A, adultos saudáveis de 30 a 39 anos. Esta faixa etária, que representa mais de 29 milhões de pessoas no país, participará da quinta etapa da campanha, de 10 a 21 de maio. A definição da nova faixa etária considerou o grupo com maior número de hospitalizações e mortes depois daqueles já priorizados nas etapas anteriormente definidas.

A partir de março, em datas distintas, serão vacinados também trabalhadores da saúde, indígenas, gestantes, crianças de seis meses a dois anos incompletos (23 meses), população de 20 a 39 anos e doentes crônicos. A expectativa é imunizar um total de 91 milhões de pessoas contra a gripe pandêmica, além da vacinação de 19 milhões de idosos contra a gripe comum.

FONTE: MINISTÉRIO DA SAÚDE


A Obesidade é responsável por 19% dos casos de câncer no Brasil

A combinação de alimentação saudável com atividade física é capaz de prevenir 63% dos casos de câncer de boca, faringe e laringe; 60% dos tumores de esôfago e 52% dos casos em que a doença atinge o endométrio. Os dados são do Instituto Nacional de Câncer (Inca) e constam no novo relatório Políticas e Ações para a Prevenção do Câncer no Brasil: Alimentação, Nutrição e Atividade Física. O Inca é um dos principais parceiros da Embrapa Agroindústria de Alimentos (Rio de Janeiro/RJ) no Projeto FLV (incentivo ao consumo de frutas, legumes e verduras), iniciativa que vai a o encontro de políticas para a melhoria da qualidade de vida, segurança e qualidade alimentar.

Os números revelam ainda que 41% dos tumores de estômago, 34% de pâncreas e 37% de cólon e reto (partes do intestino grosso) poderiam ser evitados por meio da combinação exercício físico/combate à obesidade. No total, 19% de todos os cânceres poderiam ser evitados assim. No caso específico de 11 tumores, este percentual chega a 30%: boca, faringe, laringe, esôfago, pulmão, estômago, pâncreas, vesícula, fígado, intestino grosso (colorretal); mama, endométrio e rim. Apenas o controle do peso consegue evitar 13% desses tipos de tumores.


O resumo chama a atenção para medidas simples de serem adotadas pela população na maioria das regiões brasileiras: consumo de água potável, cuidado com a higiene e a conservação dos alimentos. Recomenda investimento em educação alimentar desde a infância e a ampliação e divulgação dessas práticas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Levando em conta a porcentagem prevenível de seis tipos de câncer apenas com alimentação saudável, prática de exercícios e controle do peso, o SUS deixaria de gastar, em um único ano, R$ 84.210,688,00.

Fonte: Instituto Nacional de Câncer

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DEBORA REJANE

MICOSE








Micoses são infecções incômodas e resistentes, causadas por aproximadamente 100 espécies diferentes de fungos, algumas vezes confundidas com alergias, ou mesmo hanseníase. Se alimentando de gordura e/ou queratina presentes no corpo, desenvolvem-se quando encontram situações propícias para tal, como alta umidade e calor; ou quando a imunidade da pessoa está comprometida. No primeiro caso, geralmente se trata de uma infecção superficial. No segundo, pode atingir órgãos internos, sendo então classificado como uma infecção profunda. Imunodeprimidos, como portadores do vírus da AIDS, ou mesmo pessoas internadas em UTIs estão mais propensas a adquiri-la.

Além de causar desconforto e alterações estéticas, estes fungos propiciam também a entrada de outros patógenos, como bactérias. Tal situação é bastante comum no caso de frieiras (também chamadas de pé-de-atleta). Assim como as micoses das mãos, estas se apresentam na maioria das vezes como fissuras, descamações, ou vesículas localizadas entre os dedos.

Outras manifestações destes patógenos é a tinha crural, encontrada de forma mais frequente entre as cochas, principalmente durante o verão; a de couro cabeludo, se apresentando como placas com descamação, com ou sem pus; tinha de barba, com bordas bem definidas; e tinha de corpo, avermelhada e com microvesículas. Além disso, unhas também podem ser acometidas pelos fungos, dando aspecto grosseiro às mesmas: são as onicomicoses.

Fungos típicos da constituição normal de nosso corpo também são capazes de provocar micoses, quando algum fator propicia seu crescimento exagerado. É o caso da Malassezia furfur e da Candida alicans.

A primeira provoca lesões arredondadas, escamosas e de coloração variável, geralmente presentes em locais pilosos. Oleosidade e suor excessivos propiciam sua proliferação demasiada. Já a segunda é responsável pelos sapinhos e candidíase. Mucosa oral, dobras da pele, unhas, cantos da boca e região vulvovaginal são os locais mais frequentemente afetados por ela.


Prevenção:

• Enxugar bem o corpo, após o banho.
• Preferir usar roupas feitas com fibras naturais, como o algodão, já que estas não retêm o suor; e calçados abertos, pelo mesmo motivo.
• Usar luvas ao entrar em contato com o solo.
• Não entrar em contato com lesões micóticas de animais ou pessoas infectadas.
• Não utilizar roupas, toalhas, materiais de manicure, dentre outros, que não sejam de uso individual.
• Evitar andar descalço em pisos úmidos ou públicos.
• Cuidados especiais aos pacientes imunodeprimidos.


Diagnóstico:

Suspeitas de micose devem ser analisadas pelo médico dermatologista. Na maioria dos casos, apenas pelo aspecto em que se apresentam as lesões, a infecção já é diagnosticada. Entretanto, há situações em que é necessária a análise da lesão e, para tal, é necessário que se colha o material.


Tratamento:

Geralmente é demorado. Pode ser requerido apenas o uso de pomadas locais, ou também a utilização de medicamentos via oral.

Um "Novo Azólico": Itraconazol com Ciclodextrina

O itraconazol é uma droga triazólica (tabela 7) que esteve durante muito tempo disponível em cápsulas e, mais recentemente, em solução. Tem um amplo espectro de atividade com eficácia e segurança. Não é mais eficaz para candidíase que a anfotericina B, mas atua sobre outras micoses sistêmicas como histoplasmose, blastomicose e aspergilose. [40,41]


Os azólicos

Imidazóis

Triazólicos
Segunda geração dos triazólicos

Cetoconazol
Fluconazol
Voriconazol (derivado do fluconazol)



Itraconazol
Ravuconazol (derivado do fluconazol)





Posaconazol (derivado do itraconazol)



A absorção oral a partir da cápsula de itraconazol é variável e melhora quando administrada próxima às refeições, mas atualmente uma formulação líquida está disponível, conferindo 30% a mis de biodisponibilidade. Esta formulação, uma solução com ciclodextrina, deve ser administrada preferencialmente à cápsula, para todos os pacientes imunocomprometidos com micoses sistêmicas. A ciclodextrina é um anel de moléculas de glicose que estabiliza o medicamento e aumenta sua absorção, resultando em maiores níveis séricos e teciduais do itraconazol.

A utilidade clínica de itraconazol esteve previamente limitada pela falta de formulação de parenteral. Uma formulação intravenosa da droga, também solubilizada em ciclodextrina, há pouco tempo está disponível, oferecendo maiores absorção e nível sérico, comparada com qualquer preparação oral. A droga é indicada como uma agente de segunda linha contra aspergilose e como agente de primeira linha para histoplasmose e blastomicose.

A administração intravenosa durante 2 semanas, seguida por administração oral de itraconazol durante 12 semanas demonstrou ser efetiva em cerca da metade dos pacientes imunocomprometidos com aspergilose pulmonar invasiva. [42] Os níveis de itraconazol excederam 250 mg/mL em 91% dos pacientes. Porque o itraconazol é metabolizado pelo fígado e a ciclodextrina é excretada pela urina, a droga deve ser usada com precaução em pacientes com função renal reduzida; inclusive, dados sobre a sua utilização em pacientes com insuficiência renal ainda não estão disponíveis. Portanto, esta droga é contra-indicada na presença de nefrotoxicidade (clearence de creatinina menor que 30 mL/min).

Os efeitos adversos ao itraconazol incluem náusea, dor abdominal, insuficiência hepática e, a doses muito altas, hipocalemia e edema. Devido seu metabolismo estar ligado ao sistema enzimático do citocromo P-450, o itraconazol é associado com múltiplas interações com outros medicamentos


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Debora rejane

Calcificação patológica

CONCEITO: “Calcificação heterotópica sobre matriz orgânica não previamente preparada”.




A calcificação patológica constitui um processo mórbido de origem nas alterações metabólicas celulares. Essas alterações induzem a uma deposição anormal de sais de cálcio e outros sais minerais heterotopicamente, ou seja, em locais onde não é comum a sua deposição. Em outras palavras, a calcificação patológica é assim definida por se localizar fora do tecido ósseo ou dental, em situações de alteração da homeostase e da morfostase.

O mecanismo das calcificações patológicas segue o mesmo princípio das calcificações normais, ou seja, sempre deve se formar um núcleo inicial, principalmente de hidroxiapatita, que no caso é heterotópico. Esse núcleo pode, por exemplo, iniciar-se nas mitocôndrias, sede celular dos depósitos normais de cálcio na célula, quando esta entra em contato com grandes concentrações desse íon no citosol ou no líquido extracelular.

O mecanismo das calcificações patológicas segue o mesmo princípio das calcificações normais, ou seja, sempre deve se formar um núcleo inicial, principalmente de hidroxiapatita, que no caso é heterotópico. Esse núcleo pode, por exemplo, iniciar-se nas mitocôndrias, sede celular dos depósitos normais de cálcio na célula, quando esta entra em contato com grandes concentrações desse íon no citosol ou no líquido extracelular.

Dependendo da situação envolvida em cada alteração funcional ou morfológica do tecido, podem-se distinguir três tipos de calcificação heterotópica: distrófica, metastática e por calculose (ou litíase).


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Debora rejane

segunda-feira, 8 de março de 2010

DIA INTERNACIONAL DA MULHER


Mulheres fracas, fortes.
Não importa.
Mulheres mostram que mesmo através da fragilidade.
São fortes o bastante para erguerem sempre cabeça Sem desistir, pois sabemos que somos
capazes de vencer.
Temos a delicadeza das flores A força de ser mãe, O carinho de ser esposa, Reciprocidade de ser amiga, A paixão de ser amante, E o amor por ser mulher! Somos fêmeas guerreiras, vencedoras, Somos sempre o tema de um poema Distribuímos paixão, meiguice, força, carinho, amor. Somos um pouco de tudo Calmas, agitadas, lentas! Vaidosas, charmosas, turbulentas. Mulheres fortes e lutadoras. Mulheres conquistadoras Que amam e querem ser amadasElegantes e repletas de inteligência Com paciência O mundo soube conquistar.Mulheres duras, fracas.
Mulheres de todas raças Mulheres guerreiras Mulheres sem fronteiras Mulheres... mulheres

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DEBORA REJANE







Câncer de Mama





Célula de Cancer de Mama


Fatores de risco


O risco de desenvolvimento de câncer da mama é de 10,2%, mas o risco de morte pela doença é de apenas 3,6%. A maior parte deste risco ocorre após os 75 anos. Por exemplo, o risco de 10% durante a vida é baseado em análises atuariais e calculado até os 110 anos. O risco cumulativo para a doença em qualquer período de 20 anos é consideravelmente menor; riscos cumulativos Ý 40% são raros, mesmo para os grupos de alto risco.
Uma Hx familiar de câncer da mama em um parente de 1° grau (pais, irmãos, filhos) Ý 2-3 vezes um risco de desenvolver a doença, mas uma Hx em parentes mais distantes Ý apenas levemente o risco. Estudos mostraram que parentes de mulheres com câncer da mama bilateral ou em quem o câncer foi Dx antes da menopausa estão sob maior risco da doença, mas outros estudos não confirmaram estas observações. Portanto, é improvável que qualquer contexto de Hx familiar esteja associado a uma probabilidade Ý 30% de desenvolver câncer da mama antes dos 75 anos.
As mulheres com maio risco de desenvolver câncer da mama são aquelas com uma Hx de câncer da mama in situ ou invasivo. O risco de desenvolver câncer na mama contralateral após mastectomia é de 0,5-1,0% ao ano.
Mulheres com menarca precoce, menopausa tardia e 1° gravidez tardia estão sob maior risco. Mulheres com 1° gravidez após os 30 anos podem estar sob maior risco do que as nulíparas. Embora tenha sido demonstrado que uma Hx de doença fibrocística Ý risco, este é um Dx histológico impreciso, com pouco significado. Entre as mulheres que foram submetidas a biópsia para condições benignas da mama, o risco Ý parece estar limitado àquelas com um quadro de proliferação ductal, e mesmo neste caso, o risco é moderado, exceto em mulheres com hiperplasia atípica ou Hx familiar (+). Mulheres com nódulos múltiplos na mama, mas sem confirmação histológica de padrões de alto risco não devem ser consideradas em risco maior.
A maioria dos estudos não mostram associação entre ACHOs e o câncer da mama, mas o uso prolongado (Ý 4 anos) antes da 1° gestação pode Ý risco. Da mesma forma, o uso de TRH com estrogênio pós-menopausa parece Ý risco discretamente, mas apenas após 10-20 anos de exposição. Não se sabe se o uso de um esquema cíclico de estrogênio-progestina tem algum efeito sobre o risco.
As evidências indicam que fatores ambientais, como dieta, desempenham um papel, promovendo o crescimento de câncer da mama, mas não existe uma evidência conclusiva de que uma dieta particular (gorduras) esteja mais associada a doença. Mulheres obesas pós-menopáusicas têm risco Ý , mas nenhuma evidência mostra que a modificação da dieta ß este risco. A exposição à Rxt antes dos 30 anos também Ý risco.
publicado por Debora rejane



Esqueleto artificial já ajuda pessoas a andar no Japão


Peças rígidas são presas no corpo e se adaptam ao movimento. Tecnologia é usada em idosos e pessoas com dificuldade de locomoção.
Em um ambulatório no Japão o primeiro-ministro dinamarquês Lars Loekke Rasmussen (atrás, à esquerda) ouve o professor japonês Yoshiyuki Sankai enquanto assiste a uma sessão de reabilitação usando um membro híbrido de auxílio (HAL, na sigla em inglês). O ambulatório usa essa tecnologia – uma espécie de esqueleto externo que se adapta aos movimentos do paciente – para reabilitar pessoas idosas e com dificuldade de locomoção. (Foto: Yoshikazu Tsuno/AFP)


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Debora rejane

Apoptose


É conhecida como morte celular programada, mas a definição correta é morte celular não seguida de autólise. Ocorre de forma ordenada e necessita de gasto de energia para a sua execução. A célula que realiza apoptose é fragmentada e endocitada por células vizinhas. Em condições normais, a apoptose participa do controle da proliferação e diferenciação celular. Ela pode ser desencadeada por estímulos exógenos (agem em receptores de membrana) ou por estímulos endógenos (gerados após a agressão) e ainda pode ser desenvolvidas por estímulos que atuam em receptores que possuem domínio de morte; por estímulos externos que não agem em receptores de membranas; por perda de estímulo trófico ou da ancoragem na matriz extracelular ou em outras células e por substâncias que agem diretamente na membrana.
Postado por: Balbina Lídia